domingo, 11 de maio de 2014

O ENEM e a filosofia

A filosofia tem sido cada vez mais frequente nas provas do ENEM e sua presença não se resume a quantidade de questões que em 2013 foram 6, mas encontramos textos e temas filosóficos tanto em questões de outras áreas, quanto na redação. As questões de ordem filosófica aparecem no caderno de Ciências Humanas e suas Tecnologias, que ocorre no primeiro dia de prova.  Até 2010 as questões eram elaboradas de forma a cobrar muito mais a capacidade interpretativa dos estudantes e seu conteúdo quase sempre se resumia a política e cidadania, entretanto, desde 2012, quatro anos após a sanção da lei que obriga o ensino de filosofia e sociologia no Ensino Médio, é exigido que o estudante conheça o pensamento dos principais filósofos e os principais temas e problemas filosóficos. Em 2013 no mínimo duas questões exigiram uma capacidade além da habilidade interpretativa do estudante, uma delas trazia um texto de Aristóteles do livro A Política, nesta encontrava-se um trecho da obra do autor, onde o mesmo falava diretamente sobre a felicidade, a resposta correta desta questão exigia um prévio conhecimento do pensamento do filosófico grego. 

terça-feira, 29 de abril de 2014

Vadiagem com o pensamento: uma modalidade do ócio filosófico

Quando era criança gostava de ficar parado fitando o horizonte. Algumas linhas que interrompem uma visão horizontal são sempre um limite para a imaginação; existem algumas que consigo lembrar bem, a linha horizontal oceânica, a linha horizontal de um cerrado, a linha horizontal no cume de uma montanha. Embora tenham suas especificidades todas elas, de certo modo, nos impõe uma interrogação: O que existe além da linha do horizonte? Quando pequeno em minhas elucubrações infantis gostava de pensar mundos que poderiam existir para além do firmamento, passava horas nesta contenda entre o que pode existir e o que posso imaginar.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Por que o mundo precisa de filosofia?

Uma pergunta seriamente desconcertante que pode ser feita a um filósofo, ou a um estudante e mesmo a um professor de filosofia é: "Afinal, para que Filosofia?"  Parece uma pergunta tão boba, mas realmente é uma pergunta intrigante. Não raro, nos tempos de universidade, via muitos mestres e doutores em apuros diante destes questionadores de plantão. Estes, na maioria das vezes, não se contentavam com essa "pequena pergunta" e acrescentava, ainda: "E o que é Filosofia, meu senhor?".
Photo by Luis Machado
Presenciar esses momentos conduziu a percepção da necessidade de encontrar boas explicações, caso quisesse me livrar do calcanhar de Aquiles dos filósofos. Então, boa parte do que fiz na universidade fora buscar funcionalidade e identidade para o curso que fazia. Desta forma iniciei meu percurso e analisando a história (da Filosofia), percebi que a questão de dar uma utilidade e um sentido a Filosofia é tão velha, mas minha surpresa foi maior quando descobri que essa velhice não tira a originalidade da pergunta, entretanto, tão pouco subtrai o nosso desconcerto diante das mesmas. Parece ambíguo: perguntas sobre a utilidade e o significado da Filosofia são velhas e mesmo assim continuam sendo feitas, feitas de forma como se fossem novidades.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

O texto filosófico - Apoiar-se nos ombros dos gigantes


Em um texto bastante acessível o Prof. João Carlos consegue mostrar a 
importância da leitura dos textos dos filósofos.

O prazer do texto

João Carlos Salles
De Salvador (BA)

Anos atrás, um aluno do curso de filosofia da federal vangloriou-se por ter conseguido se formar sem ter lido um livro inteiro sequer. Ora, isso dificilmente seria possível nos dias de hoje. Em quase todo país, houve uma mudança considerável na concepção dos nossos cursos e no perfil profissional de nossos egressos.